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And the Oscar goes to… The GATHERING!

março 6, 2006

Bom, não tenho costume de escrever posts aleatórios, mas esse é um caso excepcional. Tenho que registrar em algumas breves linhas o êxtase supremo que foi o show do The Gathering (ai, eu sou tão péla-saco que vou esfolar a porra toda).

Sim, foi foda pra caralho. Acho que só quem é fã dessa banda vai entender a proporção da fodice que foi o show. Uma pena serem tão desconhecidos fora do meio heavy debilmetalóide (que não tem absolutamente nada a ver com o som da banda há muitos anos, sinto muito).

A tarde de autógrafos, apesar da zona, valeu a pena. Troquei meia dúzia de palavras com a baixista (que eu chamo de Blé, graças a minha inabilidade para decorar nomes bizarros), depois de ela ter elogiado minha camisa nova do Radiohead. (Fruto do shopping frenzy na Galeria do Rock).

Foi algo como (estou traduzindo pro português pra vocês, sem cobrar nada):

– Ah, eu amo essa banda!
– Bom, acho que eu devo ser o único fã do Radiohead no meio de toda essa galera aqui…
– Ei, o único não, a gente também gosta!

Toda simpática, pena que nesse momento a inspetora da tarde de autógrafo me bateu e disse que ia me botar de castigo se eu continuasse conversando com a banda.

Pior depois, quando fui falar com a Anneke, lá estava eu, perante a própria, e ela comentou praticamente a mesma coisa, apontando pra minha camisa:

That´s a great band!

Infelizmente, devo confessor que fiquei sem reação. Subitamente, toda a minha capacidade de comunicação verbal, assim como meu inglês, involui para o nível Don Lázaro Venturini e a única coisa que eu poderia fazer era balbuciar entre dentes algo como “eeeeu preeeefiiiiro meeeelão” e apertar minha bolinha de fisioterapia, salivando pelo canto da boca.

Contudo, tudo correu bem. Um agradecimento especial para a Julimoogle, que foi quem avisou: “aí mané, vai com essa camisa do Radiohead que você vai ter motivo pra bater papo com a banda”. Dito e feito. Também, entre um monte de estampas coloridas com capas de cds de Épicas e Kamelots da vida, certamente eu ia destoar um pouco.

Antes de perder a oportunidade, sei que deveria (e serei) eternamente grato aos malucos do Ashtar (banda que abriu o show) por terem trazido o The Gathering pro Brasil. Mas, pelamordedeus, os caras são uma banda brasileira de metal-folk-celta-whatever. Tão relevante quanto um cover russo do Katinguelê (bom, nesse caso seria maneiro a título de curiosidade mórbida. E por uns 30 segundos, não mais).

São Paulo. São Paulo é estranho, mas legal. Só não gosto de nego me chamando de mano. Mano de cu é rola, bróder.

Besitos a todos.