Archive for the ‘FLIP’ Category

Paraty, pte 2

julho 9, 2008

É, fiquei devendo o resto do relato das Crônicas de Paraty.

E, pra vocês não dizerem que eu sou moleque, aqui está um comedido resumo. Clica, porra.

E até com direito a imagem, pra quem não viu:

Pois é, tive a minha primeira experiência de pop star. Nunca tinha tirado foto fazendo pose no meio da rua. Foi constrangedor, mas deveras divertido. Sério, experimente. Comece enchendo a cara de cerveja, depois junte-se com mais 8 ou 9 amiguinhos e vá pro meio da rua. Enquanto um amiguinho (o que tiver o maior semblante de seriedade e a câmera fotográfica com mais pinta de profissa) tira as fotos, e dois amiguinhos ficam dirigindo e tomando nota, você e seus outros amiguinhos ficam posando blasêmente em alguma esquina bem movimentada. Aproveite pra fazer isso no meio de um evento de grande porte. Bingo. Vai ter um monte de mané parando pra tirar foto também. E perguntando: “de que país eles são?”, “qual novela tão filmando?” e você ainda vai ouvir “vou tirar foto de qualquer maneira, vai que alguém fica famoso aí?”.

Agora, sabe o que seria realmente maneiro? Se todo mundo estivesse fantasiado de zumbi. “Novos autores mortos-vivos reivindicam a imortalidade na FLIP”, não ia dar uma manchete foda?

Ainda mais no ano de centenário da morte do nosso Machado de Assis, o fundador da Academia Brasileira de Letras e, portanto, o primeiro imortal. Imortal my ass, a nova geração prefere a zumbificação à imortalidade. Interprete como quiser. HAHA.

Aproveitando a inspiração momentânea, segue esse belo vídeo que a Gorda me passou, o trailer de uma pérola chamada Revenge of the Gangbang Zombies. Reiterando que sou tão a favor de gangbangs quanto sou a favor de zumbis.

Então, isso foi a FLIP. Comprei dois livros, um do colombiano que falou mal de todo mundo e outro da Zoe Heller, porque tava barato e eu fui com a cara. Conheci um poeta flamenguista (o que já é um indicativo da alta qualidade dos trabalhos do cara). Tomei mais cerveja do que deveria. Tirei poucas fotos. Vi o Neil Gaiman jantando e – ponderadamente – decidi não incomodá-lo. E é isso, de volta à vida real e, provavelmente, à escassez de posts. Ou não. Sempre é uma incógnita.

Bjundas

(np: Weezer – Heart Songs)

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Paraty, pte 1

julho 7, 2008

EM primeiro lugar, eu admito que mereço o escárnio universal pela periodicidade com que atualizo essa joça. Pois é, o cara lança uma porra de um livro, mas não atualiza a bosta do blog. Hehe. Tô atualizando agora. Então, não enche. (Basicamente, isso se dirige às três pessoas que lêem esse blog: a Gorda, a Bruna e o Ary).

Então, lancei um livro e tal. Todo mundo já tá sabendo. E nada mais clichê do que ir à Flip! Uhu! Coloquei meus óculos quadrados de intelectual e lá fomos nós.

(Por uma deveras agradável coincidência, quem estaria na FLIP? Quem? o Neil Gaiman! Justamente no ano em que eu lanço meu primeiro livro. Isso se chama TIMING, molecada, aprendam com o garotão aqui).

Bem antes do fim da mesa do Gaiman (que ele participou com o Richard Price – quem?), tava na cara que a fila de autógrafos ia tomar proporções bíblicas. Era só olhar em volta pra ver a legião de fãs default de Sandman (na qual eu me enquadro facilmente, só não estava com os olhos pintados de Morte porque não tenho vocação pra travesti). Não deu outra, o leviathan se materializa em forma de fila. Por sorte eu ainda consegui um lugar razoável e só esperei duas horinhas.

Quando chegou a minha vez, já estava prevendo mais um episódio Don Lázaro Venturini. Ih, cara, como essa é uma referência a uma novela das antigas, não espero que todo mundo se lembre. Então melhor ser um pouco mais específico – eu temia começar a babar pelo canto da boca e ter uma crise epiléptica, conseguindo, no máximo, entregar meu exemplar de Coraline antes de perder os sentidos.

Exageros e viadagens à parte (eu controlo razoavelmente bem as minhas faculdades mentais), entreguei pro Mr. Neil um exemplar do meu próprio livro (o Nerdquest, vocês sabem). Falei toda aquela bobagem clichezaça de sempre. Pô, todo mundo tem seu dia de farofeiro. Ele pegou o livro, agradeceu (It’s really very kind of you) e mandou:

– Ah, mas onde está a minha assinatura? Se você não assinar o meu livro, eu não assino o seu!

Golpe baixo, ein? Falhei vergonhosamente no Saving Throw. Entrei em torpor. PORRA. Eu dei um autógrafo pro Neil Gaiman! Se ele tivesse pedido pra eu traduzir o livro todo ali mesmo, eu não teria hesitado. Hehe.

Tá, antes que o primeiro espírito de porco (é vc, Gorda) comente, eu sei que foi “very kind of him”. Mas – tecnicamente – continua sendo um autógrafo! Tá valendo!

Bom, isso já valeu a ida à Paraty.

Ah, já valeu até ter escrito o livro, pô.

(E em breve atualizo novamente, com mais detalhes sobre o restante da Flip. Ou não).

Bjundas!