Archive for the ‘Memórias Desmortas de Brás Cubas’ Category

Metal contra os mortos e uma ou outra novidade

julho 17, 2012

Fui convocado perante os nefastos senhores encapuzados que, do alto de sua cidadela sombria, ditam os sortilégios que governam os rumos da Tarja Editorial e recebi a notícia, confirmando a publicação do meu próximo (terceiro) romance para o começo de 2013 (hmm, talvez esteja exagerando um pouco a solenidade da ocasião, apenas talvez). Mas sim, aproveitarei este post pra falar um pouco do novo rebento e de outras publicações.

Quando comecei a escrever o romance novo, ele era a história de um fã que, obcecado pela ‘traição’ de sua banda predileta, resolve sequestrá-los e forçá-los a recuperarem sua ‘integridade artistica’ – ou seja, abandonar o pop grudento e comercial pelo qual tinham trocado o heavy metal do início de carreira e voltar às raízes.  Não era pra ter nada sobrenatural. Mas, enquanto escrevia os primeiros capítulos, ficava pensando, “porra, tá faltando alguma coisa”. Rapidamente tive aquele estalo. “Claro que está faltando alguma coisa! Zumbis!”. Daí surgiu Metal contra os mortos. Segue a humilde apresentação (que não é nada definitivo, apenas o texto de apresentação que anexei ao original):

Jorge é, acima de tudo, um fã. Um fã que dedicou boa parte da vida a cultuar sua banda de heavy metal preferida, o Immortal X, seguindo de perto os passos dos músicos, desde a cena underground ao relativo sucesso no exterior. Porém, infelizmente, todo relacionamento tem seus altos e baixos. Jorge não conseguiu entender o que levou sua banda predileta a fazer aquilo: deixar de lado as guitarras distorcidas do heavy metal e enveredar pelo pop grudento e romântico, fácil de assoviar, fácil de cantar junto. Dessa maneira indigesta, a banda finalmente alcançou o sucesso comercial, seus rostos estampando capas de revista, canções em looping no rádio e na novela, discos nas listas de mais vendidos.

Inconformado, Jorge decidiu remediar a situação. Ele arquitetou seu plano, iria sequestrar a banda quando eles estivessem prestes a entrar em estúdio e gravar o próximo álbum. E não seriam aqueles mercenários gananciosos que decidiriam o que gravar a seguir. Jorge decidiria. Ele faria com que voltassem ao heavy metal e essa seria a sua redenção – a da banda e, sobretudo, a de Jorge.

Entretanto, ninguém poderia prever que durante a noite que Jorge reservara para sua grande desforra algo completamente inesperado fosse ocorrer: o apocalipse zumbi. Tal qual nos filmes, quando os mortos se levantam e cambaleiam entre os vivos, ansiando por carne humana. Jorge, porém, passara a noite de tocaia no estúdio, esperando a banda chegar. Sequer suspeitava que houvesse um apocalipse lá fora. Não acreditou naquilo. Afinal, o que importava era que o Immortal X gravasse o melhor álbum de heavy metal de todos os tempos, e Jorge não descansaria enquanto sua cruzada não estivesse terminada. Não iria se deixar levar por aquele papo de apocalipse zumbi.

Metal contra os mortos conta a história de Jorge, o fã obcecado que projeta em sua banda predileta todas as frustrações de seus próprios fracassos, mas também conta diversas outras histórias. Lucas, o baixista do Immortal X, compositor e letrista da banda, responsável pela abrupta mudança de orientação que transformou o Immortal X em pop romântico. Michele, estudante de Letras, blogueira e dublê de escritora que é arrastada para o meio do caos, confundida por Jorge com uma groupie da banda. Wellington, o vocalista. Pablo, a segunda guitarra. Diego, o nerd que assistiu a filmes de zumbi demais. Alex, o técnico de som. E outros, inclusive um beagle chamado Aquiles.

Bom, nunca foi exatamente meu objetivo escrever duas histórias de zumbi seguidas, as coisas simplesmente aconteceram. Mas – eu espero – da mesma maneira que o Memórias desmortas é muito mais sobre literatura do que sobre zumbis, Metal contra os mortos também não é sobre zumbis.

Os zumbis só estão lá comendo as pessoas, sáca?

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Mas isso vai ser só em 2013. Eu sei que vocês estão ansiando avidamente pela minha produção literária (yeah, right), mas quem não estiver conseguindo se aguentar pode aproveitar os contos que publico esse ano. Subornei os editores da Draco com meu corpo sexy e por isso estou em três antologias.

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Em Imaginários Volume 5 (uma série já tradicional da litfan nacional, ainda em pré-venda e com descontão) publico “O Relojoeiro cego”, um conto sobre anjos, para vocês verem como eu não hesito em me vender ao sistema e adotar qualquer nova modinha que aparece. Não é lá muito convencional, though (meu leitor beta de estimação me chamou de “doente”).

Já notaram que quanto mais apocalíptico o futuro, menos roupa nas piriguetchis?

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Em Brinquedos mortais (organizado pelo Tibor Moricz e o Saint-Clair Stockler, por enquanto à venda em formato digital apenas), eu participo com o conto “Austenolatria”, que tem até sinopse oficial: “Em Austenolatria, o estranho fetiche de um professor de literatura inglesa pelas heroínas da obra de Jane Austen deixa de ser inofensivo quando provoca ciúmes em Elizabeth Bennet e seu seleto círculo de amizades.”

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Por fim (e ainda sem capinha), publico um conto meio escrachado na coletânea Super-Heróis, “A ascensão e cancelamento do mais infame supergrupo de heróis da Terra”. Brinco com clichês de heróis de HQs e uso alguma metalinguagem sobre o gênero, mas não se preocupem com tanta sofisticação, ainda tem muitas piadas sobre manatis (um tema recorrente na minha vasta obra). Para as três pessoas que leram o Nerdquest (aquele meu primeiro romance…), o conto inteiro é um easter egg (algo como “o que aconteceria se os nerds fracassados do Nerdquest ganhassem superpoderes?”).

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Para finalizar, e relembrando que o Memórias desmortas de Brás Cubas está à venda em uma pá de lugares (tipo aqui, aqui e aqui), segue uma ilustra foda que o Pedro Éboli (a parte do Tv e Cerveja que ainda tem fé na humanidade) fez do ZumBrás Cubas.

Cuidado! ZumBrás Cubas quer devorar o seu cânone!

Bjundas, e até a próxima!

Retrospectiva 2011 (leituras e etc)

fevereiro 3, 2012

Cedo ou tarde eu iria ter que tirar a poeira dessa porcaria de blog, não é? Aparentemente hoje é um dia tão bom quanto qualquer outro, então bóra lá fazer uma retrospectivas das Coisas Legais Que Vocês Deveriam Ler Mas Não Estão Lendo Porque Ainda Não Terminaram A Trilogia Millenium.

Um dos melhores livros de fantasia que li ano passado foi Zoo City, da Lauren Beukes. A trama é bem weird, um tipo de “praga” mágica faz com que pessoas que cometem quaisquer tipo de atrocidades sejam forçadas a carregar animais como tokens de sua desgraça. É complicado explicar. É tipo os daemons do Philip Pullman, só que ao contrário (sério, não é piadinha). As criaturas são mágicas, aparecem do nada e não refletem o “crime” cometido. Você pode ter chacinado um estádio de futebol, mas nada garante que seu familiar será um tigre ameaçador. Pode ser um marreco que anda cagando como qualquer outro (marreco, né).

Ah, e os familiars também têm poderes, embora nada garanta que eles sejam úteis. O bicho-preguiça da protagonista, Zinzi December, ajuda ela a encontrar coisas perdidas (o que é cool). O livro é ótimo, um pageturner que não é apenas o pageturner da semana. E se você precisa de motivos extras pra ler, olha só que gracinha é a autora (que ganhou o Arthur C. Clarke Award, btw):

Fazia fácil e ainda mandava sms no dia seguinte.

Outro livro foda que li foi o The city and the city, do China Miéville. Eu sou baba-ovo do Miéville, admito, e acho que todo mundo tinha que estar lendo alguma coisa dele e – sim – eu te acho mongoloide (ecoando aqui o Ignatius de Uma confraria de tolos) até você ter lido pelo menos o Perdido Street Station (btw, você também deveria ter lido Uma confraria de tolos, pra entender a piada). O The city é a história de duas cidades que ocupam o mesmo espaço. “Tá”, você vai dizer, “que nem aquele livro chato do Neil Gaiman que virou uma HQ mais chata ainda”. Que nada. Vai por mim. O livro é um noir bizarro, sobre um detetive investigando um crime em um cenário completamente freak. Vai por mim, sério, tô dizendo. Achei o The city melhor estruturado e mais bem amarrado do que o Perdido (que em determinados momentos parece um amontoado desconexo de ideias geniais, e é onde o livro perde força). Ah, e também li o Kraken, que eu achei beeeeem fraco. Não dá pra acertar sempre.

Como coloquei a foto da Lauren pros meninos, pra vocês não dizerem que não tem igualdade entre os sexos nesse blog machista, vai lá uma foto do Miéville:

Admito que eu só frequento academia porque se algum dia encontrar o Miéville não quero me sentir ridículo demais ostentando minha barriga de chope.

Continuando na literatura de gênero, essa lindeza, li os dois primeiros volumes da First Law Trilogy, do inglês Joe Abercrombie. A série segue os princípios da low fantasy, tão popularizada por Aquele Que Escreve Devagar: os personagens são sujos, mijam, cospem, arrancam entranhas e socam uma gloriosa antes de dormir pra dar uma aliviada na tensão. E não tem magia farofa, deuses pintosos, dragões falantes, essas merdas. O primeiro volume, The blade itself, tem dois personagens principais que roubam a cena: um é o torturador Glokta, e o outro o playboy Jezal.

Glokta é um torturador que experimentou em primeira mão o ofício que domina, sofreu um crash course ao ser ele mesmo torturado, em uma guerra anterior, até que o seu corpo tenha se tornado um amontoado de pedaços de carne imprestáveis colados com ossos quebrados e mal curados. Uma das melhores cenas do livro é a angustiante sequência em que Glokta tenta levantar da cama ao acordar de manhã. Sério.

Jezal, por sua vez, é um nobre e bon vivant que supostamente treina para uma competição de esgrima, embora invista a maior parte do seu tempo no sagrado trinômio carteado-bar-puteiro. A cena icônica do personagem é o próprio admirando a perfeição simétrica do próprio queixo no espelho.

O segundo livro dá mais espaço para outros personagens, o que é meio chato na medida em que nenhum deles tem o carisma de Glokta e Jezal (embora eu tenha que admitir que aos poucos os bárbaros Logen e Dogman e o Major West ganharam um pouco da minha preferência também). A série não é genial de subir no caixote pra obrigar todo mundo a ler, mas vale a pena check it out.

A ficção científica mais legal que li foi Leviathan wakes, de um tal James S. A. Corey, que é basicamente um pseudônimo dos autores Daniel Abraham e Ty Franks. É uma space opera hard – nada de saltos interestelares e “time is like a big ball of wibbly wobbly… time-y winey… stuff” – com dois narradores bem distintos e ambos bastante críveis e interessantes, um oficial terráqueo de uma espaçonave e um detetive nativo de uma das estações espaciais do Cinturão de asteroides. Bate na madeira aí, mas vale a pena lembrar que o Daniel Abraham é o minion oficial do George R. R. Martin, então no caso de uma Robert Jordan situation – vocês sabem onde eu estou querendo chegar, né ? (E olha que eu não tinha gostado do primeiro volume da série de fantasia dele, The Dragon’s Path, mas felizmente o Leviathan wakes – IMO – tem tudo que The Dragon’s Path não tem).

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Tenho mais livro pra recomendar. Mas fica pro um próximo post (ou não). Deixo vocês com a questão que caiu no vestibular da UFRN sobre o Memórias desmortas de Brás Cubas. Vejam se vocês conseguem resolver.

Cobrar na bibliografia que é bom, nada

Obviamente o gabarito é D. Mas juro que foi cogitada uma ideia nefasta – surgida no lançamento da antologia Dieselpunk, da @editoradraco, durante um shitstorm entre eu, @tvecerveja, @anadefinisterra e um maluco que eu não lembro quem era (foi mal aí) – e que seria a Coisa Mais Divertida do Universo. Se eu fosse o Ultimate Troll, escreveria um post indignado refutando o gabarito: “MAS É CLARO QUE NÃO É PARÓDIA, EU QUIS FAZER UMA PARÁFRASE DIRETA, PRA MIM ESTAVA ÓBVIO!”, só pra ver o circo pegar fogo. Sim, sim, ia ser genial, mas não sou tão espírito de porco. Hehe.

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Tá, em termos de publicação o ano passado foi fail. Só pra não dizer que eu não publiquei nada, tem um artigo sobre o Perdido Street Station, de um trabalho que apresentei no Painel de Reflexões sobre o Insólito (lá na Uerj) e outro artigo sobre dois romances pós-coloniais, o excelente Dreaming  in Cuban e o não tão excelente, mas ainda assim bem legal, Jasmine, que apresentei em um congresso em Bsb. Mas eu juro que esse ano vou tentar publicar alguma coisa. Ficção, de preferência. Sério. Novidades (ou não) em breve.

Bjundas

Mais Zumbrás (de leve)

novembro 19, 2010

Bom, passada a derrocada, já está mais ou menos na hora de começar a colher (alguns) frutos, e mostrar por aqui.  Seguem as resenhas que saíram sobre o Memórias Desmortas (se eu esqueci alguma, avisem, sou meio desleixado pra caralho mesmo):

Pelo @JotaFF na Toca do Jota

Pela dear @anacarolinars no Leitura Escrita

No Arena Fantástica

Pelo @leotriandopolis no  Liber Imago

E o @ALuizCosta resenhou o Cyberpunk – Histórias de um Futuro Extraordinário em sua coluna na Carta Capital. O meu conto é meio drogas (e provavelmente vai desagradar os fãs mais conservadores), mas eu fico feliz que ele tenha sacado o espírito da brincadeira. Leiam aqui.

E a @Anacriscrod falou um pouco sobre essa suruba entre os rótulos mashup e ficção alternativa. Já que ninguém ainda inventou a nomenclatura oficial, a galerinha por aí já tá chamando urubu de meu louro. Vai lá no FC e Afins .

Updeitarei essa joça em breve (riight, quem eu quero enganar? – mas juro que tentarei), porque sinto que é meu dever traçar algumas linhas sobre o (já) clássico Clebynho: O Babalorixá Aprendiz, do genial Leandro Muller e, posteriormente, sobre o novo épico megalomaníaco do Brandon Sanderson, The Way of Kings, que estou terminando de ler (mas que nunca acaba, é bizarro).

Ah, e criei um Formspring – pra variar, com anos de hype atrasado – só pra ter outra coisa pra não atualizar na internet: http://www.formspring.me/nerdquest

Bjundas!

Memórias Desmortas e a derrocada da literatura brasileira

setembro 16, 2010

ZumBrás Cubas e seus amiguinhos no Segundo Caderno

Quando o Segundo Caderno publicou a reportagem sobre a onda de paródias/mashups de clássicos da literatura brasileira, citando a coleção da Leya e com o Memórias Desmortas entrando de penetra pela porta dos fundos e roubando a cena (ok, estou exagerando, deixem-me continuar vivendo no meu fantástico mundo imaginário), eu não tinha me tocado que teria diversão garantida pro restante da tarde. Não contava com a indignação e frenesi que causaria nos comentaristas do Globo online, ou, melhor dizendo, nos tenazes defensores da pureza de nossa venerada Literatura (sacaram o L maiúsculo, né?).

Eu não consegui resistir a fazer uma seleção dos mais geniais pra postar aqui. Sério, vocês não tem ideia do quão lisonjeiro é ser considerado como responsável pela “derrocada da literatura brasileira”. Eu ia fazer réplicas engraçadinhas aos comentários, mas estou sem paciência.  Eles  falam – de maneira bastante eloquente – por si só. E, pra deixar claro, não me senti ofendido nem nada, estou achando tudo simplesmente sensacional. Inclusive já comuniquei ao meu venerável editor que a gente precisa reproduzir algum desses comentários em uma eventual 2ª edição (vai saber, né?) do Memórias Desmortas.

(Talvez em um futuro longínquo eu faça um post sério sobre o assunto, bem ou mal, estudo paródia como estratégia narrativa pós-moderna na faculdade. Mas, por enquanto, fiquem com o festival de genialidade)

Mantive os comentários anônimos, pra ninguém vir buzinar no meu ouvido. E os grifos são meus, claro. Não resisti.

“Concordo plenamente com todos que foram contra essa ideia de mau gosto, essa usurpação do talento alheio, esse desrespeito aos clássicos, essa invasão à imaginação de quem a tem(tinha). Não há desculpa para essa forma nojenta que uns ignorantes desprovidos de honra, de vergonha, descobriram de lucrar e aparecer. Isso é ridicularizar a cultura.

Blasfêmia! Blasfêmia! Blasfêmia!!!!!

“A família dos autores deveria impedir que isto aconteça e processar estas pessoas.

“Que falta de talento! Se essa gente é incapaz de escrever algo bom e original de próprio punho, que parta para outra profissão.”

“Tentar reescrevar Machado de Assis vai apenas ressaltar a sua inaptidão para a Literatura.”

“Tinha que ser proibido.

“se já está tudo pronto, para quê criar algo novo?! basta requentar! até porque não existe mais imaginação mesmo, ninguém precisa mais pensar…”

“Que barbaridade! Ja que estamos modificando estes classicos com ‘atualizacoes’, vamos entao re-pintar quadros famosos tambem, e vamos aproveitar para modificar as estatuas do Michaelangelo para adapta-las ao mundo moderno com Facebook e Twitter. Que maior falta de creatividade e’ esta! Nao mexam com perfeicao, por favor! Aqui esta uma ideia radical: escrevam suas proprias estorias,com seus proprios personagens e tente criar classicos novos ao inves de escambalhar os que ja estao na prateleira”

Má fé. Quem não tem uma idéia original para criar seus próprios personagens devia desistir da carreira.”

É a derrocada da literatura, com certeza! Povinho sem criatividade, sem expressão, procura usar as obras dos Grandes Mestres, deturpando sua obra, suas idéias. (…) É uma vergonha para o Brasil e o mundo ver um Machado de Assis na vulgaridade…

E aí? O que vocês acharam? Qual é o seu comentário preferido? Vamos votar pra ver qual entra na próxima edição do Memórias. HAH.

Só pra adiantar, eu já libero o Nerdquest pra quem quiser fazer um mashup com zumbis, ninjas ou velociraptors.

BJUNDAS!

Fantasticon 2010, Zumbrás e Cyberpunk!

agosto 24, 2010

Agora tá valendo mesmo. Memórias desmortas de Brás Cubas já está à venda e eu vou a São Paulo fazer uma social no Fantasticon (que é outra maneira de dizer “promover o lançamento oficial” do livro).

(Para as pessoas randômicas que entram aqui procurando por sacanagem e estão perdidas, vale a explicação: o Fantasticon é um evento anual de literatura fantástica/ficção científica. Rolam diversos lançamentos, palestras, mesas, workshops and so on. Não, eu não sei se vai ter cerveja. Não, certamente não vai rolar pegação, nem vem).

Entonces, lá no Fantasticon estarei lançando o Zumbrás Cubas e a antologia Cyberpunk – Histórias de um Futuro Extraordinário, na qual publico um conto. Estarei rabiscando livros dia 28 (sábado) às 13:30. Vale a pena checar a polpuda lista de lançamentos na programação oficial do evento, porque tem muita coisa interessante (e muita coisa que não me interessa nem se vier com foto de mulher pelada, o que só significa que tem livro pra agradar todo mundo mesmo). Já escolhi o que pretendo levar (claro, se a verba permitir) e depois comento aqui (se algum dia eu tiver tempo de ler, caláro).

Por fim, a @livbrandao fez uma menção para lá de lisonjeira ao Zumbrás em sua coluna no Megazine, que eu escaniei e arremessei aqui. Prometo que não vou levar o jornal pra Uerj e ficar tirando onda no Loreninha, então aproveitem o link. Ela também cita o excelente World War Z (que eu mini-resenhei faz um tempo) e a genial série Dead Set.

E também tem perfil no skoob, cadastrado pelo @JotaFF

Como de costume, irei desaparecer. Mas volto a postar aqui quando tiver novidades sobre o lançamento carioca.

Adios!