Archive for the ‘Metal contra os mortos’ Category

Interlúdio

novembro 5, 2013

Como vocês podem observar, este blog continua agonizando (agoniza mas não morre, o filhodaputa). E uma vez que os atuais níveis de motivação não são suficientes para me dissuadir de empregar o tempo útil de que disponho em algo mais proveitoso, tipo fazer um carinho mimoso nos meus pokemons, continuarei mantendo o blog em animação suspensa (pelo tempo necessário).

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Porém, diante da recente derrocada da Tarja Editoral mediante as baterias antiaéreas do maligno e impiedoso mercado (y otras cositas más you should check it out), me toquei que deveria deixar registrado aqui que o Metal contra os mortos (meu romance pronto desde fins de 2011 e que eu – ingênuo – anunciei a publicação num longínquo post de julho de 2012) está no limbo dos entre-lugares de romances sem destino (parece mais, er, romântico do que é).

Com calma e sem estardalhaço (lembre-se: motivação < carinho nos pokemons) pretendo começar a procurar alternativas. E alternativas às alternativas. Mas por enquanto só quero manter meus pokemons aquecidos neste longo inverno da alma (e RIP Tarja).

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Já que estou atualizando essa bosta, pelo menos faço algo útil.

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Fiquem ligados no facebook da Tarja. Está rolando a promoção pra acabar com todas as promoções (o que não é exatamente figura de linguagem, no caso).

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Enquanto isso, A Draco anunciou a publicação da antologia Super Heróis, com meu conto caça-níquel (q é um spin off do Nerdquest, aquele meu livro que ninguém leu). Tem um link aqui com uma entrevista comigo (e eu não sei como nem por que the fuck, mas o texto tá com umas vírgulas muito esquizóides, relevem – pode ser culpa da cerveja). Rola uma amostra da ilustra do Angelo de Capua, com um estilo beeeeem realista – o que, dada a atmosfera escrachada do conto, acaba ficando ainda mais engraçado como paródia do gênero super-heroístico.

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Abaixo, o Pedro Éboli fez sua própria fan art de um dos personagens coadjuvantes – o Terror Terrier (cujo poder é conjurar hordas de terriers selvagens). Sim, sei que vocês querem, vocês anseiam, então tá bom, porra. Vou escrever um spin off do Terror Terrier pra postar aqui quando rolar a publicação da antologia.

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“Esta aqui é uma arma não letal. Não me force a aplicar os yorkshires”

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Ainda sobre coisas que publico, e novamente pela Draco, tenho o conto (ou noveleta, whatever) O cortiço e as estrelas na antologia Space Opera III. Sim, é um mash up, o clássico do Aluísio Azevedo revisitado em ambientação space opera. Tem texto original misturado com texto meu, tem eu esculhambando o texto do Aluísio (sorry, dude), tem zoeira com a crítica literária, tem um monte de coisa legal. Só não tem fan art engraçadinha (ainda).

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Marvel Now tá saindo no Brasil! Leiam, tá irado! Aproveitam enquanto o Matt Fraction é o novo Bendis-antigo, porque daqui a pouco ele vira o novo Bendis-atual e os roteiros vão ficar uma merda!

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And that’s it.

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Metal contra os mortos e uma ou outra novidade

julho 17, 2012

Fui convocado perante os nefastos senhores encapuzados que, do alto de sua cidadela sombria, ditam os sortilégios que governam os rumos da Tarja Editorial e recebi a notícia, confirmando a publicação do meu próximo (terceiro) romance para o começo de 2013 (hmm, talvez esteja exagerando um pouco a solenidade da ocasião, apenas talvez). Mas sim, aproveitarei este post pra falar um pouco do novo rebento e de outras publicações.

Quando comecei a escrever o romance novo, ele era a história de um fã que, obcecado pela ‘traição’ de sua banda predileta, resolve sequestrá-los e forçá-los a recuperarem sua ‘integridade artistica’ – ou seja, abandonar o pop grudento e comercial pelo qual tinham trocado o heavy metal do início de carreira e voltar às raízes.  Não era pra ter nada sobrenatural. Mas, enquanto escrevia os primeiros capítulos, ficava pensando, “porra, tá faltando alguma coisa”. Rapidamente tive aquele estalo. “Claro que está faltando alguma coisa! Zumbis!”. Daí surgiu Metal contra os mortos. Segue a humilde apresentação (que não é nada definitivo, apenas o texto de apresentação que anexei ao original):

Jorge é, acima de tudo, um fã. Um fã que dedicou boa parte da vida a cultuar sua banda de heavy metal preferida, o Immortal X, seguindo de perto os passos dos músicos, desde a cena underground ao relativo sucesso no exterior. Porém, infelizmente, todo relacionamento tem seus altos e baixos. Jorge não conseguiu entender o que levou sua banda predileta a fazer aquilo: deixar de lado as guitarras distorcidas do heavy metal e enveredar pelo pop grudento e romântico, fácil de assoviar, fácil de cantar junto. Dessa maneira indigesta, a banda finalmente alcançou o sucesso comercial, seus rostos estampando capas de revista, canções em looping no rádio e na novela, discos nas listas de mais vendidos.

Inconformado, Jorge decidiu remediar a situação. Ele arquitetou seu plano, iria sequestrar a banda quando eles estivessem prestes a entrar em estúdio e gravar o próximo álbum. E não seriam aqueles mercenários gananciosos que decidiriam o que gravar a seguir. Jorge decidiria. Ele faria com que voltassem ao heavy metal e essa seria a sua redenção – a da banda e, sobretudo, a de Jorge.

Entretanto, ninguém poderia prever que durante a noite que Jorge reservara para sua grande desforra algo completamente inesperado fosse ocorrer: o apocalipse zumbi. Tal qual nos filmes, quando os mortos se levantam e cambaleiam entre os vivos, ansiando por carne humana. Jorge, porém, passara a noite de tocaia no estúdio, esperando a banda chegar. Sequer suspeitava que houvesse um apocalipse lá fora. Não acreditou naquilo. Afinal, o que importava era que o Immortal X gravasse o melhor álbum de heavy metal de todos os tempos, e Jorge não descansaria enquanto sua cruzada não estivesse terminada. Não iria se deixar levar por aquele papo de apocalipse zumbi.

Metal contra os mortos conta a história de Jorge, o fã obcecado que projeta em sua banda predileta todas as frustrações de seus próprios fracassos, mas também conta diversas outras histórias. Lucas, o baixista do Immortal X, compositor e letrista da banda, responsável pela abrupta mudança de orientação que transformou o Immortal X em pop romântico. Michele, estudante de Letras, blogueira e dublê de escritora que é arrastada para o meio do caos, confundida por Jorge com uma groupie da banda. Wellington, o vocalista. Pablo, a segunda guitarra. Diego, o nerd que assistiu a filmes de zumbi demais. Alex, o técnico de som. E outros, inclusive um beagle chamado Aquiles.

Bom, nunca foi exatamente meu objetivo escrever duas histórias de zumbi seguidas, as coisas simplesmente aconteceram. Mas – eu espero – da mesma maneira que o Memórias desmortas é muito mais sobre literatura do que sobre zumbis, Metal contra os mortos também não é sobre zumbis.

Os zumbis só estão lá comendo as pessoas, sáca?

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Mas isso vai ser só em 2013. Eu sei que vocês estão ansiando avidamente pela minha produção literária (yeah, right), mas quem não estiver conseguindo se aguentar pode aproveitar os contos que publico esse ano. Subornei os editores da Draco com meu corpo sexy e por isso estou em três antologias.

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Em Imaginários Volume 5 (uma série já tradicional da litfan nacional, ainda em pré-venda e com descontão) publico “O Relojoeiro cego”, um conto sobre anjos, para vocês verem como eu não hesito em me vender ao sistema e adotar qualquer nova modinha que aparece. Não é lá muito convencional, though (meu leitor beta de estimação me chamou de “doente”).

Já notaram que quanto mais apocalíptico o futuro, menos roupa nas piriguetchis?

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Em Brinquedos mortais (organizado pelo Tibor Moricz e o Saint-Clair Stockler, por enquanto à venda em formato digital apenas), eu participo com o conto “Austenolatria”, que tem até sinopse oficial: “Em Austenolatria, o estranho fetiche de um professor de literatura inglesa pelas heroínas da obra de Jane Austen deixa de ser inofensivo quando provoca ciúmes em Elizabeth Bennet e seu seleto círculo de amizades.”

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Por fim (e ainda sem capinha), publico um conto meio escrachado na coletânea Super-Heróis, “A ascensão e cancelamento do mais infame supergrupo de heróis da Terra”. Brinco com clichês de heróis de HQs e uso alguma metalinguagem sobre o gênero, mas não se preocupem com tanta sofisticação, ainda tem muitas piadas sobre manatis (um tema recorrente na minha vasta obra). Para as três pessoas que leram o Nerdquest (aquele meu primeiro romance…), o conto inteiro é um easter egg (algo como “o que aconteceria se os nerds fracassados do Nerdquest ganhassem superpoderes?”).

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Para finalizar, e relembrando que o Memórias desmortas de Brás Cubas está à venda em uma pá de lugares (tipo aqui, aqui e aqui), segue uma ilustra foda que o Pedro Éboli (a parte do Tv e Cerveja que ainda tem fé na humanidade) fez do ZumBrás Cubas.

Cuidado! ZumBrás Cubas quer devorar o seu cânone!

Bjundas, e até a próxima!