Archive for the ‘Nerdquest’ Category

Interlúdio

novembro 5, 2013

Como vocês podem observar, este blog continua agonizando (agoniza mas não morre, o filhodaputa). E uma vez que os atuais níveis de motivação não são suficientes para me dissuadir de empregar o tempo útil de que disponho em algo mais proveitoso, tipo fazer um carinho mimoso nos meus pokemons, continuarei mantendo o blog em animação suspensa (pelo tempo necessário).

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Porém, diante da recente derrocada da Tarja Editoral mediante as baterias antiaéreas do maligno e impiedoso mercado (y otras cositas más you should check it out), me toquei que deveria deixar registrado aqui que o Metal contra os mortos (meu romance pronto desde fins de 2011 e que eu – ingênuo – anunciei a publicação num longínquo post de julho de 2012) está no limbo dos entre-lugares de romances sem destino (parece mais, er, romântico do que é).

Com calma e sem estardalhaço (lembre-se: motivação < carinho nos pokemons) pretendo começar a procurar alternativas. E alternativas às alternativas. Mas por enquanto só quero manter meus pokemons aquecidos neste longo inverno da alma (e RIP Tarja).

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Já que estou atualizando essa bosta, pelo menos faço algo útil.

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Fiquem ligados no facebook da Tarja. Está rolando a promoção pra acabar com todas as promoções (o que não é exatamente figura de linguagem, no caso).

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Enquanto isso, A Draco anunciou a publicação da antologia Super Heróis, com meu conto caça-níquel (q é um spin off do Nerdquest, aquele meu livro que ninguém leu). Tem um link aqui com uma entrevista comigo (e eu não sei como nem por que the fuck, mas o texto tá com umas vírgulas muito esquizóides, relevem – pode ser culpa da cerveja). Rola uma amostra da ilustra do Angelo de Capua, com um estilo beeeeem realista – o que, dada a atmosfera escrachada do conto, acaba ficando ainda mais engraçado como paródia do gênero super-heroístico.

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Abaixo, o Pedro Éboli fez sua própria fan art de um dos personagens coadjuvantes – o Terror Terrier (cujo poder é conjurar hordas de terriers selvagens). Sim, sei que vocês querem, vocês anseiam, então tá bom, porra. Vou escrever um spin off do Terror Terrier pra postar aqui quando rolar a publicação da antologia.

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“Esta aqui é uma arma não letal. Não me force a aplicar os yorkshires”

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Ainda sobre coisas que publico, e novamente pela Draco, tenho o conto (ou noveleta, whatever) O cortiço e as estrelas na antologia Space Opera III. Sim, é um mash up, o clássico do Aluísio Azevedo revisitado em ambientação space opera. Tem texto original misturado com texto meu, tem eu esculhambando o texto do Aluísio (sorry, dude), tem zoeira com a crítica literária, tem um monte de coisa legal. Só não tem fan art engraçadinha (ainda).

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Marvel Now tá saindo no Brasil! Leiam, tá irado! Aproveitam enquanto o Matt Fraction é o novo Bendis-antigo, porque daqui a pouco ele vira o novo Bendis-atual e os roteiros vão ficar uma merda!

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And that’s it.

Metal contra os mortos e uma ou outra novidade

julho 17, 2012

Fui convocado perante os nefastos senhores encapuzados que, do alto de sua cidadela sombria, ditam os sortilégios que governam os rumos da Tarja Editorial e recebi a notícia, confirmando a publicação do meu próximo (terceiro) romance para o começo de 2013 (hmm, talvez esteja exagerando um pouco a solenidade da ocasião, apenas talvez). Mas sim, aproveitarei este post pra falar um pouco do novo rebento e de outras publicações.

Quando comecei a escrever o romance novo, ele era a história de um fã que, obcecado pela ‘traição’ de sua banda predileta, resolve sequestrá-los e forçá-los a recuperarem sua ‘integridade artistica’ – ou seja, abandonar o pop grudento e comercial pelo qual tinham trocado o heavy metal do início de carreira e voltar às raízes.  Não era pra ter nada sobrenatural. Mas, enquanto escrevia os primeiros capítulos, ficava pensando, “porra, tá faltando alguma coisa”. Rapidamente tive aquele estalo. “Claro que está faltando alguma coisa! Zumbis!”. Daí surgiu Metal contra os mortos. Segue a humilde apresentação (que não é nada definitivo, apenas o texto de apresentação que anexei ao original):

Jorge é, acima de tudo, um fã. Um fã que dedicou boa parte da vida a cultuar sua banda de heavy metal preferida, o Immortal X, seguindo de perto os passos dos músicos, desde a cena underground ao relativo sucesso no exterior. Porém, infelizmente, todo relacionamento tem seus altos e baixos. Jorge não conseguiu entender o que levou sua banda predileta a fazer aquilo: deixar de lado as guitarras distorcidas do heavy metal e enveredar pelo pop grudento e romântico, fácil de assoviar, fácil de cantar junto. Dessa maneira indigesta, a banda finalmente alcançou o sucesso comercial, seus rostos estampando capas de revista, canções em looping no rádio e na novela, discos nas listas de mais vendidos.

Inconformado, Jorge decidiu remediar a situação. Ele arquitetou seu plano, iria sequestrar a banda quando eles estivessem prestes a entrar em estúdio e gravar o próximo álbum. E não seriam aqueles mercenários gananciosos que decidiriam o que gravar a seguir. Jorge decidiria. Ele faria com que voltassem ao heavy metal e essa seria a sua redenção – a da banda e, sobretudo, a de Jorge.

Entretanto, ninguém poderia prever que durante a noite que Jorge reservara para sua grande desforra algo completamente inesperado fosse ocorrer: o apocalipse zumbi. Tal qual nos filmes, quando os mortos se levantam e cambaleiam entre os vivos, ansiando por carne humana. Jorge, porém, passara a noite de tocaia no estúdio, esperando a banda chegar. Sequer suspeitava que houvesse um apocalipse lá fora. Não acreditou naquilo. Afinal, o que importava era que o Immortal X gravasse o melhor álbum de heavy metal de todos os tempos, e Jorge não descansaria enquanto sua cruzada não estivesse terminada. Não iria se deixar levar por aquele papo de apocalipse zumbi.

Metal contra os mortos conta a história de Jorge, o fã obcecado que projeta em sua banda predileta todas as frustrações de seus próprios fracassos, mas também conta diversas outras histórias. Lucas, o baixista do Immortal X, compositor e letrista da banda, responsável pela abrupta mudança de orientação que transformou o Immortal X em pop romântico. Michele, estudante de Letras, blogueira e dublê de escritora que é arrastada para o meio do caos, confundida por Jorge com uma groupie da banda. Wellington, o vocalista. Pablo, a segunda guitarra. Diego, o nerd que assistiu a filmes de zumbi demais. Alex, o técnico de som. E outros, inclusive um beagle chamado Aquiles.

Bom, nunca foi exatamente meu objetivo escrever duas histórias de zumbi seguidas, as coisas simplesmente aconteceram. Mas – eu espero – da mesma maneira que o Memórias desmortas é muito mais sobre literatura do que sobre zumbis, Metal contra os mortos também não é sobre zumbis.

Os zumbis só estão lá comendo as pessoas, sáca?

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Mas isso vai ser só em 2013. Eu sei que vocês estão ansiando avidamente pela minha produção literária (yeah, right), mas quem não estiver conseguindo se aguentar pode aproveitar os contos que publico esse ano. Subornei os editores da Draco com meu corpo sexy e por isso estou em três antologias.

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Em Imaginários Volume 5 (uma série já tradicional da litfan nacional, ainda em pré-venda e com descontão) publico “O Relojoeiro cego”, um conto sobre anjos, para vocês verem como eu não hesito em me vender ao sistema e adotar qualquer nova modinha que aparece. Não é lá muito convencional, though (meu leitor beta de estimação me chamou de “doente”).

Já notaram que quanto mais apocalíptico o futuro, menos roupa nas piriguetchis?

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Em Brinquedos mortais (organizado pelo Tibor Moricz e o Saint-Clair Stockler, por enquanto à venda em formato digital apenas), eu participo com o conto “Austenolatria”, que tem até sinopse oficial: “Em Austenolatria, o estranho fetiche de um professor de literatura inglesa pelas heroínas da obra de Jane Austen deixa de ser inofensivo quando provoca ciúmes em Elizabeth Bennet e seu seleto círculo de amizades.”

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Por fim (e ainda sem capinha), publico um conto meio escrachado na coletânea Super-Heróis, “A ascensão e cancelamento do mais infame supergrupo de heróis da Terra”. Brinco com clichês de heróis de HQs e uso alguma metalinguagem sobre o gênero, mas não se preocupem com tanta sofisticação, ainda tem muitas piadas sobre manatis (um tema recorrente na minha vasta obra). Para as três pessoas que leram o Nerdquest (aquele meu primeiro romance…), o conto inteiro é um easter egg (algo como “o que aconteceria se os nerds fracassados do Nerdquest ganhassem superpoderes?”).

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Para finalizar, e relembrando que o Memórias desmortas de Brás Cubas está à venda em uma pá de lugares (tipo aqui, aqui e aqui), segue uma ilustra foda que o Pedro Éboli (a parte do Tv e Cerveja que ainda tem fé na humanidade) fez do ZumBrás Cubas.

Cuidado! ZumBrás Cubas quer devorar o seu cânone!

Bjundas, e até a próxima!

Faça como o Neil Gaiman…

setembro 14, 2009

…e tenha um Nerdquest em sua biblioteca!

WTF?!

Calma. Vocês se lembram que eu dei um Nerdquest pro Neil Gaiman na FLIP 2008, né?

Tá vendo a pilha de livros desarrumada aí embaixo? Tcharam! (Na pilha do meio, o segundo livreto). Eu não sou tão sinistro no photoshop, garanto a autenticidade. Inclusive, aconselho a clicar no link pras fotos da biblioteca particular leviatânesca do Neil Gaiman, que ele disponibilizou pro Shellfari, e ver por si só. Por sua própria conta e risco.

E logo embaixo tem um exemplar de As guerreiras de Gaia. A menina que entregou o livro pra ele tava bem na minha frente na fila de autógrafos. Hehe.

O Nerdquest está em cima porque o Neil Gaiman está planejando ler antes, naturalmente.

Zumbis nazistas & velociraptors piratas

abril 12, 2009

High concept é um termo usado para descrever qualquer idéia (geralmente associada a um filme, mas cabe em qualquer conceito artistico) que pode ser detalhada de modo sucinto em apenas uma premissa de poucas palavras. Diz-se, no âmbito do cinema, que seria um filme mais “vendável”, justamente por possuir um apelo universal e uma idéia facilmente assimilável.

Por outro lado, no âmbito nerd, o high concept pode ser resumido com bastante simplicidade: é algo que você lê e de cara pensa: “Caralho, isso é fodasticamente sensacional!”

Tipo zumbis nazistas. Zumbis nazistas não são fodasticamente sensacionais? O filme em questão existe, é norueguês e se chama Dead Snow. Não vou entrar nos méritos do filme em si (até porque, na verdade, ele não tem nenhum), mas façamos uma punheta conceitual baseada na amálgama zumbis + nazistas.

Em um só simulacro foram imbuídos os dois conceitos que espelham o que há de mais vilanesco na cultura pop-farofa-de-massa americana. Cadáveres comedores de cérebros e a grande ameaça ariana. Com um pouquinho de punheta pseudo-intelectual de botequim (óbvio que eu não estou sóbrio) percebemos, com supresa, que foi erguido o paradigma do antagonismo na cultura pop. Talvez apenas rivalizado por zumbis comunistas e, mais recentemente, zumbis terroristas.

E a conclusão é ainda mais genial: existe um banco de palavras, onde os high concepts borbulham, como em um caldeirão de idéias fodasticamente sensacionais, em que nos basta usar de amálgamas aleatórias para, instantaneamente, conceber idéias fodasticamente sensacionais.

Duvida? Vamos começar pelo mais simples, enumerando alguns conceitos sensacionais em potencial que, individulamente, já possuem apelo universal e são de fácil assimilação, a saber:

comunistas, piratas, ninjas e velociraptors.

Daí, imagine QUALQUER combinação. E a sinopse do filme pouco importa. Quando você for alvejado por essa onda de fodice inabalável, o seu senso crítico será sobrecarregado e não poderá julgar fria e racionalmente o que vê, por mais que você tenha lido os clássicos, Aristóteles, Platão, o cacete a quatro. Eu posso inventar qualquer sinopse completamente absurda que você vai continuar achando sensacional. Vamos lá, um exemplo:

Velociraptors piratas. É isso mesmo, velociraptors piratas. Sinopse: depois de um acidente improvável em um laboratório de pesquisas secreto na Irlanda, que obviamente incluiu um porre de rum montilla, o DNA de velociraptors, que estava sendo decifrado e clonado, é misturado com o DNA do eminente corsário inglês Sir Francis Drake. Do nada, uma manada de velociraptors sai direto da câmara criogênica para aterrorizar os sete mares e capturar fragatas espanholas em nome da Rainha Elizabeth.

Outro exemplo:

Ninjas Comunistas. Quando a situação da Coluna Prestes se encaminhava para um desfecho dramático e sangrento, Luis Carlos Prestes recebe uma inesperada ajuda do camarada Stalin: um ninja comunista, enviado para treinar os revoltosos brasileiros na arte do comunismo ninja. Os comuninjas brasileiros partem para o confronto contra as forças legalistas, fazendo uso de estratégias ardilosas, como longas filas, burocracia, leituras do Capital em praça pública e pelos faciais assustadoramente abundantes.

Viu como é fácil? E esses são apenas exemplos simples. O método de análise combinatória randômica para criação de high concepts sempre vai funcionar.

O único problema é que não adianta nada ter um high concept na mão – nazistas zumbis – e fazer um filme que parece uma mistura de Power Rangers com Trapalhões – e sem nenhum peitinho.

Filme de zumbi sem peitinho, onde já se viu…

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Ah, agora uma pausa para a atualização de notícias nerdquestianas. Não é novidade que eu sou relapso. Então: saíram algumas nerdquestices recentes por aí, que agora vou enumerar por aqui:

Resenha/entrevista no blog Melhores do Mundo, um site que entende de nerdice como poucos.

Resenha e entrevista no site de resenhas Resenhando.

Resenha no site do Café, que é um baita jabázão porque ele é meu amigo desde os idos tempos de Santo Agostinho. Mas o jabá é válido e o site merece a *sua* visita, seu mané.

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De resto, até a próxima atualização. Se tudo der certo vai ser ainda esse ano.


Uma enxurrada de não-novidades

outubro 6, 2008

Este é um post cheio de não-novidades. Estava tão ansioso para não-contar todas essas não-novidades que nota-se como o post veio tão surpreendentemente não-rápido.

Graças à minha falta de assiduidade em atualizar essa joça, venho sendo sistematicamente espinafrado por onde quer que eu ande (o que significa no bar do anão e no caminho entre a minha casa e o bar do anão).

(Se bem que também fui espinafrado hoje de manhã cedo indo pro trabalho, oh a repressão!)

Para acalmar vocês, estou fazendo um não-post. Não usufruo de tempo hábil para escrever algum textinho divertido e entretê-los. Não tenho novidades sobre o livro – que livro? Então, esse post é realmente inútil.

Mas, como eu sou um cara realmente legal, vou tentar enchê-lo com algumas abobrinhas, pra que vocês não peçam seu dinheiro de volta.

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Pra quem não sabe, eu estudo na UERJ. Falo mal dela o tempo inteiro, mas gosto daquela merda, admito. E, aproveitando que estamos em greve, reivindicando implantes de pênis de 25cm pra todos os alunos integrantes da cota para alunos de pau pequeno (eba, demorou!), tive tempo de ler Coisas Legais.

Tipo Crooked Little Vein, o romance do (escritor de HQs) Warren Ellis. O Ellis tira um sarro com toda essa onda de conspirações e ainda sacaneia o conservadorismo paranóico americano. É a história de um detetive loser, contratado pra procurar a constituição de backup dos EUA – os Founding Fathers teriam escrito uma constituição “reserva”, extremamente conservadora, para garantir que as coisas voltassem pros eixos se saíssem “errado” (e os políticos conservadores americanos julgam que sim, as coisas tinham saído errado). Qualquer um com um fraco para bizarrices sexuais vai rolar de rir (pense em juntar as palavras bukkake e Godzilla na mesma expressão e você saberá do que estou falando).

Li também Cabeça Tubarão, de Steven Hall, outro livro foda. Um cara tem as memórias devoradas por um tubarão conceitual feito de idéias. Porra, genial. Pena que a tradução (da Companhia das Letras) dá umas vaciladas feias. Tipo, esse é o único livro onde você vai encontrar uma equipe de médicos que pesquisa a Teoria das Cordas. Physicist, physician – tem uma aulinha na Cultura Inglesa sobre essas coisas, os tradutores conhecem como falsos cognatos, you know.

E, pouco antes de começar a greve, eu tinha lido Everything You Know, da Zoe Heller, e também achei foda. Fácil de ler, recheado de ironia e humor nigérrimo.

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Ah, vou admitir uma parada aqui. Eu me procuro no Google. É patético. Se eu ganhasse uma cerveja pra cada vez que me procurasse no Google, nunca mais habitaria o mundo dos sóbrios novamente. Mas o legal é que volta e meia eu vejo alguém em algum blog comentando que quer ler o Nerdquest. O meu apelo é LEIAM! Mas antes, COMPREM! E, de preferência, comigo (que inclusive sai barato e vem com dedicatória). Tem duas caixas de livro aqui em casa. Esperando por vocês, leitores em potencial.

Fica aqui o link para um blog legal em que rolou uma resenha surpresa.

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Enfim, meu cachorro lhes destila todo o seu escárnio, mostrando a língua:


Até a próxima, ou não! Bjundas!

(np: Coldplay – Cemeteries of London)

Nerdquestices e afins

agosto 27, 2008

Contra todos os prognósticos, estou postando novamente em menos de um mês! Yay!

Eu andava sendo negligente com a responsabilidade de atualizar as notícias nerdquestianas. Vou corrigir isso e ainda, de quebra, acrescentar algumas abobrinhas pra encher lingüiça. Nada fora do comum.

Bom, dei duas entrevistas recentemente, a primeira foi pro Portal Rock Press e a outra para o UOL Jovem. Em ambas eu acabo tocando nos mesmos assuntos, mas eu fiz questão de usar piadas infames diferentes em cada entrevista, por isso vale a pena ler as duas. As duas matérias ainda vêm com resenhas, de brinde, o que é muito legal pra quem não conhece o livro. Seguem os links:

Matéria no Rock Press.

Matéria no UOL Jovem

No UOL, ainda dá pra ler um trecho do livro.

E, dentro do meio “nerd”, ganhei uma feliz resenha no site Homem Nerd, que não vou reproduzir aqui, portanto, acessem:

http://www.homemnerd.com/resenha.php?id=5404

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Sempre que eu vejo meu nome associado à palavra “escritor”, eu tenho acessos de riso involuntários, meio Beavis & Butthead. Tipo quando um pré-adolescente lê uma piada sobre peitos.

É, não sei se isso vai passar.

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Recebi alguns emails perguntando onde o livro pode ser encontrado. Pode ser encontrado comigo, claro. Basta entrar em contato por email: pedrogmvieira@gmail.com. Mas eu entendo perfeitamente a comodidade que uma loja online oferece, por isso não vou ficar magoado com quem comprar online. Segue uma lista carinhosamente compilada pela Gorda:

Na Cia dos Livros:
http://www.ciadoslivros.com.br/descrica o.asp?cod_livro=VI4288&origem=buscape&or igem=buscape

Na Livraria da Travessa:
http://www.travessa.com.br/NERDQUEST/ar tigo/a037444b-f0f9-4065-abff-723dae15717 8

No site da Editora 7Letras:
http://www.7letras.com.br/detalhe_livro /?id=640

Na Saraiva:
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=2589122&ID=42F947A77D8071101030B1051

Se eu esqueci algum, por favor, avisem.

Agora, não me perguntem sobre pontos de venda físicos. A física é para os fracos.

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E o melhor livro de todos os tempos da última semana é Virgínia Berlim, de Luiz Biajoni.

Comprei o livro por indicação (que na verdade foi quase uma exigência) da Gorda no ano passado, e ele ficou rolando aqui em casa. Passou uma temporada descansando na minha eterna pilha de coisas pra ler, depois sumiu entre um tanto de revistas em quadrinhos da Marvel e, por fim, encontrou um cafofo, camuflado na minha estante, entre uma edição das Crônicas de Narnia em alemão (Die Chroniken von Narnia) e o meu Memórias Póstumas de Brás Cubas nojento da Martin Claret.

O que importa é que eu peguei pra ler ontem, com o meu ceticismo costumeiro (que não se aplica no caso de zumbis ou dinossauros, por exemplo. Nada a ver, anyway). Passei as primeiras páginas matutando “o que será que a Gorda viu nessa porra?”, e logo logo descobri. Enquanto uns livros parecem específicos praticamente pra um só público, outros, por outro lado, parecem ser específicos pra uma só pessoa, e isso é o que mais importa quando a tal pessoa é você.

E eu duvido que você também não se identifique com Virginia Berlim, seu mané.

O livro está mais para um conto, e não digo isso devido às suas econômicas 44 páginas. Se pensarmos na clássica analogia do Cortázar, na qual, em uma luta de boxe, o romance deve vencer o leitor por pontos, enquanto o conto o vence por nocaute, Virgínia Berlim, mesmo com seus defeitos, é um belo nocaute – com direito a fatality.

Veja:

Os comentários da Gorda sobre o livro.

O blog do autor

– E, finalmente, compre! Sério, não me peça emprestado.

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É isso aí. A UERJ voltou às aulas e minha vida de estudante-universitário-depois-de-velho recomeçou. Chega de ser pseudo-celebridade.

E, por último, alguém ouviu o cd novo do EXTREME? Ein, ein?

bjundas!


Nerdpride, rapá

julho 30, 2008
Ok, quando o Andy Warhol falou aquele parada sobre 15 minutos de fama, eu nunca imaginei que teria os meus. Yay! Minha ilustre participação abrilhantou a recente reportagem do Megazine sobre Orgulho Nerd.

Cool, deveras cool. Quem diria que depois de ser a vida toda achacado por tropas e tropas de valentões da escola, algum dia o rótulo nerd se tornaria cool. O corno que roubava o dinheiro do meu lanche – e hoje deve ser um professor de educação física careca – estaria se roendo de inveja, se não fosse um analfabeto funcional incapaz de ler algo mais complexo do que um placar de futebol.

Em algum momento vou escrever um texto sobre esse assunto, essa onda hype de Nerdpride. Tenho algumas considerações interessantes a fazer, mas preciso bolar duas dúzias de trocadilhos engraçadinhos pra esvaziar a credibilidade das minhas idéias. Odeio ser levado a sério.

Então, segue a imagem, pra vocês que ainda estão duvidando:

Eu sou o mané ali em cima, à direita. A reportagem está maneira mesmo, mas deixa eu registrar um protesto pra nerdizinha que tá ali, à esquerda. Mó gatinha e tal, mas PUTAQUEMEPARIU, que broxante, sair na foto lendo DC vs Marvel?? Em um jornal de circulação nacional?? DEUS ME FOCKIN LIVRE! Se a questão era aparentar ser nerd cool, que aparecesse lendo uma Superaventuras Marvel em formatinho com a Tropa Alfa na capa. Sério, ninguém merece DC vs Marvel. Aposto que ela tinha uma arma apontada pra cabeça. Ou something.

Vale lembrar que dá pra comprar A PORRA DO MEU LIVRO comigo. Vem com uma dedicatória amável e vários desenhos de passaralhos. Ou não, se você quiser eu desenho um Pikachu cigano, tudo ao gosto do freguês. Basta escrever pro meu adorável email, o afamado pedrogmvieira@gmail.com .

*

Pois é, o negócio é capitalizar em cima desses quinze minutos de fama. Tô cobrando por hora pra mestrar GURPS. Terceira ou quarta edição. Sério, eu sou um mestre sinistro. Prometo não matar todo mundo na primeira hora de jogo, até porque eu cobro por hora, né?, que nem piranha. E sai mais caro pra mestrar D20, porque detesto sistema que parece jogo de computador. E Desafio dos Bandeirantes, Elric e Paranóia, com tarifas a combinar.

Tá bom, Gorda, Ary, aceito meu pagamento em cerveja.

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Então, o único livro que consegui ler inteiro nessas parcas férias foi o interessante A Mão que Cria, do Octavio Aragão. Não estou sendo péla saco porque o Octavio foi professor da Escola de Belas Artes (onde eu estudei em um momento negro e conturbado da minha vida), até porque ele não gosta de RPG. Quem não gosta de RPG bom sujeito não é, como diria o Ary.

Anyway, o livro é uma “ficção alternativa”. Um rótulo divertido pra um sub-gênero da ficção científica/fantasia, que envolve brincar com fatos históricos e literários e perverter a porra toda. Tipo um League of Extraordinary Gentlemen. Não é um simples “o que aconteceria se o Paraguai vencesse a Guerra do Paraguai”, é algo tipo “o que aconteceria se o Peru vencesse a Guerra do Paraguai com auxílio das Lhamas Mutantes do Dr. Moreau”. Sacou? O bagulho é extrapolação séria. Todos nós no Brasil estaríamos vestindo ponchos? Estaríamos bebendo pisco em vez de cachaça? As lhamas seriam o nosso único meio de transporte? Em vez de rodas de samba, teríamos índios com flautas tocando “Imagine”? Pois é, tem que ter cojones.

E no livro nós temos zumbis frankenstenianos (genial!) e o Aquaman do Dr. Moreau. É um tipo de literatura que demanda uma boa dose de pesquisa, e as referências são peça chave para “validar” as perversões impostas aos cânones históricos/literários.

Mas, colocando toda essa farofa pseudo-literária de lado, a melhor parte do livro são os zumbis.

Porra, colocar zumbi sempre é covardia. Ganha o meu coração na hora.

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O episódio insólito da vez fica por conta do meu irmão, o cara mais bonito do Rio de Janeiro depois de mim. É o seguinte, o rapaz é uma pessoa saudável, atleta, maratonista, 2% de gordura, não bebe e nem fuma e, ironicamente, tem o coração bichado. Bem feito, quem mandou ser saudável, éin?

O que aconteceu: o mané havia terminado um procedimento inofensivo (deram um boot no coração dele, e felizmente não precisou reinstalar nada), mas que exigiu que o pobre diabo fosse dopado de morfina até as orelhas. Acordando do procedimento, ele teve a pior bad trip de distúrbio de personalidade da história da humanidade.

Acordou aos berros:

EU SOU OBINA! EU ENTRO NO SEGUNDO TEMPO PRA DEFINIR! OBINA NÃO PERDOA! OBINA DECIDE! PÓ’ DEIXÁ COMIGO!

Isso durou alguns segundos realmente assustadores. Até que uma enfermeira jeitosinha entrou no quarto e ele voltou a si – e perguntou se não rolava um cafunézinho.

bjundas

(np: Muse – Knights of Cydonia, e o show é amanhã, yay!)

Paraty, pte 2

julho 9, 2008

É, fiquei devendo o resto do relato das Crônicas de Paraty.

E, pra vocês não dizerem que eu sou moleque, aqui está um comedido resumo. Clica, porra.

E até com direito a imagem, pra quem não viu:

Pois é, tive a minha primeira experiência de pop star. Nunca tinha tirado foto fazendo pose no meio da rua. Foi constrangedor, mas deveras divertido. Sério, experimente. Comece enchendo a cara de cerveja, depois junte-se com mais 8 ou 9 amiguinhos e vá pro meio da rua. Enquanto um amiguinho (o que tiver o maior semblante de seriedade e a câmera fotográfica com mais pinta de profissa) tira as fotos, e dois amiguinhos ficam dirigindo e tomando nota, você e seus outros amiguinhos ficam posando blasêmente em alguma esquina bem movimentada. Aproveite pra fazer isso no meio de um evento de grande porte. Bingo. Vai ter um monte de mané parando pra tirar foto também. E perguntando: “de que país eles são?”, “qual novela tão filmando?” e você ainda vai ouvir “vou tirar foto de qualquer maneira, vai que alguém fica famoso aí?”.

Agora, sabe o que seria realmente maneiro? Se todo mundo estivesse fantasiado de zumbi. “Novos autores mortos-vivos reivindicam a imortalidade na FLIP”, não ia dar uma manchete foda?

Ainda mais no ano de centenário da morte do nosso Machado de Assis, o fundador da Academia Brasileira de Letras e, portanto, o primeiro imortal. Imortal my ass, a nova geração prefere a zumbificação à imortalidade. Interprete como quiser. HAHA.

Aproveitando a inspiração momentânea, segue esse belo vídeo que a Gorda me passou, o trailer de uma pérola chamada Revenge of the Gangbang Zombies. Reiterando que sou tão a favor de gangbangs quanto sou a favor de zumbis.

Então, isso foi a FLIP. Comprei dois livros, um do colombiano que falou mal de todo mundo e outro da Zoe Heller, porque tava barato e eu fui com a cara. Conheci um poeta flamenguista (o que já é um indicativo da alta qualidade dos trabalhos do cara). Tomei mais cerveja do que deveria. Tirei poucas fotos. Vi o Neil Gaiman jantando e – ponderadamente – decidi não incomodá-lo. E é isso, de volta à vida real e, provavelmente, à escassez de posts. Ou não. Sempre é uma incógnita.

Bjundas

(np: Weezer – Heart Songs)

Paraty, pte 1

julho 7, 2008

EM primeiro lugar, eu admito que mereço o escárnio universal pela periodicidade com que atualizo essa joça. Pois é, o cara lança uma porra de um livro, mas não atualiza a bosta do blog. Hehe. Tô atualizando agora. Então, não enche. (Basicamente, isso se dirige às três pessoas que lêem esse blog: a Gorda, a Bruna e o Ary).

Então, lancei um livro e tal. Todo mundo já tá sabendo. E nada mais clichê do que ir à Flip! Uhu! Coloquei meus óculos quadrados de intelectual e lá fomos nós.

(Por uma deveras agradável coincidência, quem estaria na FLIP? Quem? o Neil Gaiman! Justamente no ano em que eu lanço meu primeiro livro. Isso se chama TIMING, molecada, aprendam com o garotão aqui).

Bem antes do fim da mesa do Gaiman (que ele participou com o Richard Price – quem?), tava na cara que a fila de autógrafos ia tomar proporções bíblicas. Era só olhar em volta pra ver a legião de fãs default de Sandman (na qual eu me enquadro facilmente, só não estava com os olhos pintados de Morte porque não tenho vocação pra travesti). Não deu outra, o leviathan se materializa em forma de fila. Por sorte eu ainda consegui um lugar razoável e só esperei duas horinhas.

Quando chegou a minha vez, já estava prevendo mais um episódio Don Lázaro Venturini. Ih, cara, como essa é uma referência a uma novela das antigas, não espero que todo mundo se lembre. Então melhor ser um pouco mais específico – eu temia começar a babar pelo canto da boca e ter uma crise epiléptica, conseguindo, no máximo, entregar meu exemplar de Coraline antes de perder os sentidos.

Exageros e viadagens à parte (eu controlo razoavelmente bem as minhas faculdades mentais), entreguei pro Mr. Neil um exemplar do meu próprio livro (o Nerdquest, vocês sabem). Falei toda aquela bobagem clichezaça de sempre. Pô, todo mundo tem seu dia de farofeiro. Ele pegou o livro, agradeceu (It’s really very kind of you) e mandou:

– Ah, mas onde está a minha assinatura? Se você não assinar o meu livro, eu não assino o seu!

Golpe baixo, ein? Falhei vergonhosamente no Saving Throw. Entrei em torpor. PORRA. Eu dei um autógrafo pro Neil Gaiman! Se ele tivesse pedido pra eu traduzir o livro todo ali mesmo, eu não teria hesitado. Hehe.

Tá, antes que o primeiro espírito de porco (é vc, Gorda) comente, eu sei que foi “very kind of him”. Mas – tecnicamente – continua sendo um autógrafo! Tá valendo!

Bom, isso já valeu a ida à Paraty.

Ah, já valeu até ter escrito o livro, pô.

(E em breve atualizo novamente, com mais detalhes sobre o restante da Flip. Ou não).

Bjundas!